A Batalha das mídias de alta definição chegou ao fim?.

A Batalha das mídias de alta definição chegou ao fim?.

 

Há cerca de 10 anos os primeiros aparelhos de DVD começaram a ser comercializados, no Brasil o DVD só começou a se tornar popular em 2002, e em 2008 o vencedor da batalha de mídias de alta definição foi escolhido, o Blu-ray da Sony.

 

O Blu-Ray possui capacidade de armazenamento de 25GB por camada, uma quantia cerca de 5 vezes maior que de um DVD, o que proporcionará filmes com melhor resolução de imagem e melhor qualidade de som. Mas e daqui 10 anos quando quisermos filmes com melhor qualidade de imagem e som? Trocaremos nossos aparelhos de reprodução mais uma vez por novos aparelhos e nossos filmes pelos mesmos em novo formato?

 

Devido a essa questão que paira no lançamento do novo formato, acredito que a grande briga do Blu-ray nunca foi com o HD-DVD, e sim com as distribuições online. Se pudermos fazer download dos filmes com um custo bem mais baixo do que se comprássemos o disco físico e integrá-lo com outros dispositivos para assistirmos na TV da sala ou em um reprodutor portátil, assim como já ocorre com as músicas, com certeza teremos aí a real briga das mídias da nova geração.

 

No meu futuro ideal eu teria uma conta em um site de vendas online de filmes, faria download dos filmes que quero (Numa conexão sem traffic shaping), das suas capas, extras e trilha sonora. Este filme após o download se integraria com algum programa de organização de catálogo de filmes que me ligaria automaticamente com informações em bancos de dados de filmes. E quando chegasse uma versão em uma resolução maior de um filme que já tenho, bastaria eu fazer “upgrade “ da minha cópia, sem custo ou com um custo baixo.

 

Sei que para isso precisamos de uma internet mais rápida e espaços de armazenamentos maiores, mas isso é apenas questão de tempo, e só o tempo mesmo poderá ditar qual será a tendência dos filmes em alta-definição.

 

E para vocês? Qual seria o mundo ideal das novas mídias para filmes?

 

A castração dos DVDs nacionais

Após uma longa espera, finalmente chega ao Brasil em DVD o filme Eraserhead, filme obrigatório para fãs de David Lynch.

Porém não é sobre esse grande filme que irei tratar no post, nem sobre a obra surreal de Lynch, e sim sobre a capacidade dos DVDs chegarem ao Brasil, além de com um grande atraso, com uma qualidade muito inferior ao lançado em outras regiões.

Vejamos uma rápida comparação entre a versão da região 1 do DVD, com a nossa cópia recem-lançada:

Versão decente e Versão da roça

Repararam que enquanto a versão decente possui formato de tela widescreen e som Dolby Digital. A nossa estimada versão conta apenas com um fraquissimo som mono e com uma fatiada imagem 4:3?

Isso me leva a um questionamento que gostaria que fosse respondido por alguem que esteja mais próximo dessas distribuidoras, qual a dificuldade em ao menos copiar os arquivos digitais da região 1, mantendo assim a mesma qualidade? Acredito que existam 2 alternativas para responder essa questão:

A) Existe realmente algo que não estou levando em consideração e que torna inviável esse processo.

B) É apenas descaso com o público brasileiro que a muito esperava por uma versão de Eraserhead lançada por aqui.

Espero muito que a alternativa correta não seja a B.

De qualquer forma fica a dica para quem ainda não viu esse filme, correr para uma locadora ou loja e prestigiar o início das insanidades Lynchianas analisando uma mente perturbada por um filho não planejado, mesmo que seja mono e em Fullscreen.

Kinetoscópio

Para iniciar um blog de cinema nada melhor do que falar do inicio do cinema.

Muito se fala, merecidamente, dos irmãos Lumière. Claro, foram eles que deram à imagem em movimento o formato que até hoje vemos ao ir em uma sala de cinema.

Mas há uma invenção um pouco esquecida por quase todos, excetuando o povo dos EUA, que é o kinetoscopio. Essa maquina inventada por Thomas Edison no fim do século 19, pouco antes dos Lumière, já mostrava um enorme potencial comercial, algo que os EUA já naquela época se aproveitou para o bem ou para o mal. E dessa forma começou a espalhar essas maquininhas por bares, restaurantes. Dessa forma trocavam-se os altos custos de bandas para animar os clientes por uma maquina de preço bem mais baixo que, sendo novidade na época, atraia os olhares de todos.

O seu grande problema era que essa nova tecnologia permitia apenas que uma pessoa de cada vez pudese assistir aos filmes, não havia toda a grandiosidade e beleza da tela grande, mas as bases para o cinema estavam ali, esperando que alguem conseguisse projetar essas fotografias para fora das dependências da caixa do kinetoscópio.

Os irmãos franceses por sua vez se encarregaram de fazer com que as imagens presas numa caixa, restritas ao publico solitário, saltassem para fora em tamanho gigante, permitindo que milhares de pessoas pudessem ver ao mesmo tempo e criando a experiência até hoje repetida à exaustão de se assistir um filme na sala de cinema.

Mas os Lumière não acreditavam no potencial comercial do cinema, então os americanos(ou norte-americanos ou estadunidenses, dependendo da sua ideologia) se encarregaram de transformar aquilo tudo em industria, mas isso é assunto para outro post.