Pixar e sua fábrica de obras primas

Semana que vem estréia no Brasil a mais recente animação da Pixar: Wall-E.

Pelo pouco que vi no trailer a impressão que tenho é que cada vez mais a Pixar vem se superando, tanto na parte técnica quanto na ousadia. Nesse caso foi incluir poucos diálogos em um filme teoricamente infantil.

Acho difícil superar em qualidade o ultimo longa do estúdio: Ratatouille, porém tenho grande confiança de aparecer mais uma animação memorável para ver e rever.

E como a Pixar conseguiu em pouco tempo se transformar na galinha dos ovos de ouro da Disney e fez com que Steve Jobs se tornasse parte do conselho da empresa que Walt Disney fundou? Talvez a principal resposta esteja no nome de John Lasseter.

John Lasseter foi demitido da Disney, já que sua tentativa de colocar a arte em primeiro lugar não agradava os chefões da empresa. Resultado: Estruturou o, recém comprado por Steve Jobs, estúdio de computação gráfica de George Lucas e mudou a forma como as animações são mostradas para as crianças e adultos.

Tudo isso graças a uma política diferente da grande maioria das empresas, poder criativo a todos, reuniões onde todos podem opinar, criticar, serem criticados, etc. Prazos elásticos, horários flexíveis e o mais importante: Um ambiente que permita que cada integrante da Pixar se sinta dono da empresa, não como geralmente é feito no Brasil, apenas sendo incentivado isso nos emails de marketing interno da empresa.

Mais uma vez um grande exemplo de onde favorecer a liberdade em detrimento do lucro rápido gera mais lucro, ao contrário do senso comum dos gestores pré-históricos conforme já falei no meu blog Tecnosapiens. Do contrário não teríamos uma empresa que foi comprada por 10 milhões de dólares por Steve Jobs e vendida para a Disney por 7,4 bilhões. Agora digam: Uau!

Fiquem com imagens de Wall-E, Eve e sua carismática barata de estimação.

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