Nós somos todos o mesmo

Semana passada fui assistir a apresentação dos curtas agraciados com o edital da fundação cultural de Curitiba.

Surpreendi-me com a boa qualidade da maioria dos trabalhos, mas um em particular me chamou muito a atenção: Nós de Fábio Allon.

O curta se passa em uma espécie de galpão cheio de televisores, o ator contracena, reage e conversa com esses televisores. Há um cuidado visual apurado, criando um clima tenso com imagens surreais. A partir dos diálogos que seguem podemos chegar a diversas conclusões, seja na televisão como ícone da mídia, seus efeitos, a massificação de pensamentos, distorções de realidades, fuga, personalidades conflitantes de uma mesma pessoa e outras leituras a partir do jogo de imagens e frases que o filme propõe.

A direção do Fábio é extremamente segura, mostrando um grande domínio da câmera, sem extravagâncias que pudessem tornar o filme demasiadamente pretensioso.

Espero que Nós esteja em breve disponível em outras mídias ou sites para que mais pessoas possam conferir esse belo trabalho, e fico desde já de olho nos próximos trabalhos desse cineasta promissor.

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