A estréia dos filmes Homem de ferro e Speed Racer tomou de assalto às cidades brasileiras, juntos estes dois longas ocupam cerca de metade das poucas salas de cinema do Brasil, um dado lastimável, que ilustra bem o monopólio de Hollywood no mercado nacional de cinema.
No inicio do cinema como indústria, alguns produtores descontentes com o monopólio dos estúdios de Nova York resolveram se mudar para Los Angeles, ali fundaram Hollywood e iniciaram um outro monopólio, muito maior por sinal, esse fato, além de ilustrar como o poder corrompe, ainda mostra que esse domínio vem de longa data.
Como fazer para mostrarmos a um público acostumado com os cinemas preenchidos com super produções que existe vida fora de Hollywood? Será que é simplesmente a nossa ausência de público que afasta esses filmes de serem exibidos e quando o são se restringe às duras cadeiras de um cinema alternativo mal conservado?
Precisamos levar ao publico alternativas sem parecer pedante, reformar nossas salas empoeiradas para receberem um público acostumado a poltronas reclináveis e ar condicionado e divulgarmos de forma abrangente sem precisar criar cotas específicas, nem ficarmos acanhados com medo destes filmes se tornarem mainstream.
Ampliar a participação da iniciativa privada nas salas de cinema públicas, permitindo uma melhora de sua qualidade seria um bom começo para atrairmos um publico que torce o nariz para os ambientes muitas vezes dignos de filmes de terror.
Melhorar a forma de divulgação, utilizando canais que cheguem até uma fatia realmente grande da população, não dependendo apenas do cinéfilo que procura sempre estar informado correndo atrás dessas informações.
Utilizar a tática de todo multiplex atualmente, que é ganhar dinheiro com a bomboniere. Revertendo esse ganho com reformas e melhorias constantes nas salas.
A cultura não chega ao brasileiro porque ele não consome cultura ou o brasileiro não consome cultura porque ela não chega a ele?
O espaço está aberto para debates, sugestões, críticas, opiniões avulsas, etc. Quem sabe encontramos uma solução para que vejamos uma programação mais multicultural em nossas salas consumidas pelos blockbusters.
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